Ataque de Onças, no pantanal Mato Grossense

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Duas onças mataram o pescador Luiz Alex da Silva Lara, 22 anos, na região do Pantanal, à 240 km da cidade de Cáceres, em Mato Grosso. Alex estava acompanhado de seu pai Alonso Silva Lara, 45 anos, na localidade conhecida como Pacu Gordo, próximo à estação ecológica do Taimã, no rio Paraguai, sentido Cáceres-Corumbá.



O ataque aconteceu às 19h de terça. Os animais, supostamente um casal de onças, surpreenderam o pescador quando ele dormia no acampamento. As onças rasgaram a barraca e o puxaram pela cabeça. Ao retornar, o pai que havia saído para pegar iscas, ainda assistiu o filho ser dilacerado pelas feras. Alonso diz que nada pode fazer porque estava sem nenhuma arma de fogo. Ele ainda tentou tomar o filho das garras das onças, com um facão. Mas as tentativas foram vãs, porque todas as vezes que ele aproximava os animais ameaçavam atacá-lo também.

“Foi o momento mais difícil de minha vida ver o meu filho ser morto e não poder fazer nada”, observou assegurando que “se fosse só uma talvez eu tivesse conseguido, mas eram duas, se eu insistisse elas me matavam também”, disse Alonso. O pai conta que os animais arrastaram o corpo já sem vida por cerca de 50 metros do local. Após o pedido de socorro, outros pescadores compareceram, mas já era tarde. Luiz estava morto.



Após atacar e matar, as onças comeram as bochechas e a parte da nuca do pescador. Os animais somente soltaram o pescador após 50 m do local do acampamento. O corpo do pescador foi resgatado, com autorização da Polícia Civil, pelo barco Babilônia. Da reserva ecológica do Taimã, a vítima foi levada para a sede da fazenda Jatobá, onde um veículo do IBAMA, responsável pela fiscalização na reserva, já o aguardava.



O corpo chegou ontem ao Instituto Médico Legal (IML) em Cáceres e foi liberado no período da manhã. A família não permitiu fazer imagens durante a necrópsia, devido ao estado do corpo. A cabeça, principalmente, estava totalmente desfigurada. Havia também marcas de unhas nas pernas e nas costas da vítima.



Alonso Lara conta que esse não foi o primeiro ataque de onças naquela região. Pescadores de outros acampamentos, segundo ele, também já foram atacados. Ele atribui os constantes ataques das feras a falta de comida no local. “Há três anos haviam, jacarés, capivaras e outros bichos. Agora já não existem e para sobreviver as onças estão atacando os homens”.


"É a primeira vez que atendemos um registro de ataque de onças, já tivemos registro de ataque de jacarés e piranhas. O pescador morreu no local e pela forma como ele foi atingido não tinha jeito do pescador sobreviver", disse o gerente do IML, Manoel Francisco de Campos Neto.





Para o veterinário do núcleo de Fauna e Recursos Pesqueiros do Ibama em Mato Grosso, Cesar Soares, o ataque de onças pintadas a seres humanos é muito incomum. "Ela só faz se estiver acuada, para se alimentar ou com filhotes. Esse tipo de animal tende a se afastar do ser humano. Esses animais normalmente atacam no amanhecer e no crepúsculo. As pessoas nunca devem acampar sozinhas ou andarem a sós na mata, além disso devem evitar deixar alimentos descobertos, pois atraem animais predatórios", disse.




Segundo o médico veterinário, a região de Cáceres e Poconé são bem preservadas e as onças nesses ambientes podem ocupar um espaço de até 5 mil hectares para procurar uma caça. "Pode ter ocorrido um exercício de caça com filhote ou ela estivesse acuada, pois se estivesse com fome teria devorado por inteiro o pescador, ao invés de ter atacado somente na cabeça e na nuca", explica.













Esse cara sobreviveu ao ataque .

O agricultor Ivanildo Reis, 28 anos.
dois de seus oito cães estavam sendo atacados por uma onça.
Na tentativa de salvá-los, ele foi atacado também, apesar de gravemente ferido, ele conseguiu sobreviver.






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